sexta-feira, 3 de agosto de 2012

János Pilinszky
























Uma das grandes vozes poéticas húngaras do século XX, János Pilinszky (1921-81), em tradução de Nelson Ascher.




Ravensbrücki passió

Kilép a többiek közűl,
megáll a kockacsendben,
mint vetitett kép hunyorog
rabruha és fegyencfej.

Félelmetesen maga van,
a pórusait látni,
mindene olyan óriás,
mindene oly parányi.

És nincs tovább. A többi már,
a többi annyi volt csak,
elfelejtett kiáltani
mielőtt földre roskadt.


Paixão de Ravensbrück

Sai das fileiras e detém-
-se no silêncio carregado.
Vibram, como no écran, seu crânio
raspado e as roupas de forçado.

Está medonhamente só.
Podem-se ver seus poros. Tudo
de seu parece tão imenso.
Tudo de seu – tão diminuto.

Apenas isto. Quanto ao resto,
o resto, nada singular,
foi, antes de cair por terra,
ter se esquecido de gritar.

Fonte: Revista Dicta & Contradicta

Nenhum comentário:

Postar um comentário