quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Paul Verlaine





















No fundo da primeira prateleira, guardado como tesouro, Paul Verlaine on the road traduzido pelo hoje esquecido Guilherme de Almeida.

A voz dos botequins…

A voz dos botequins, a lama das sarjetas,
Os plátanos largando no ar as folhas pretas,
O ônibus, furacão de ferragens e lodo,
Que entre as rodas se empina e desengonça todo,
Lentamente, o olhar verde e vermelho rodando,
Operários que vão para o grêmio fumando
Cachimbo sob o olhar de agentes de polícia,
Paredes e beirais transpirando imundícia,
A enxurrada entupindo o esgoto, o asfalto liso,
Eis meu caminho – mas no fim há um paraíso.


Le bruit des cabarets...

Le bruit des cabarets, la fange des trottoirs,
Les platanes déchus s’effeuillant dans l’air noir,
L’omnibus, ouragan de ferraille et de boues,
Qui grince, mal assis entre ses quatre roses,
Et roule ses yeux verts Et rouges lentement,
Les ouvriers allant au club, tout en fumant
Leur brûle-gueule au nez des agents de police,
Toits qui dégouttent, murs suitants, pave qui glisse,
Bitume defonéc, ruisseaux comb lant l’égout,

Violà ma route – avec le paradis au bout.

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